
No primeiro semestre desse ano de 2010, fui levar meus exames à doutora Gabriela. Como das outras vezes, meu triglicérides estava na casa dos 300 mg/dL, mas deveria estar no máximo em 150 mg/dL. Havia outras coisas altas que deveriam estar baixas, e outras baixas que deveriam estar altas. A longo prazo, altas taxas de triglicérides pode promover o entupimento de veias e daí: infarto-agudo-do-miocárdio. A doutora novamente receitou o Lipanon e eu voltei a tomar. Mas antes de receitá-lo, as orientações básicas: fazer atividade física regular e praticar uma alimentação saudável.
Ciente de que o Lipanon resolveria o caso, apesar de mais uma vez ter gastado com nutricionista para montar uma dieta (que ficaria no computador ocupando espaço no HD), continuei frouxo tanto na atividade física regular quanto na prática de uma alimentação saudável. No retorno à médica, em outubro desse mesmo ano, os resultados apontados pelo exame estavam quase bons. O triglicérides estava em 162 mg/dL e os demais índices se comportaram na mesma dinâmica. Contudo, veio também a evidência de que havia efeito colateral causado pelo Lipanon. Teria então que substituí-lo por outro remédio... que seria menos eficaz. Então, pela primeira vez as recomendações de atividade física regular e alimentação adequada vieram não como uma opção, mas como uma determinação. Compensar a diferença de desempenho do Lipanon e o novo remédio era irremediavelmente tarefa minha.
Mudanças
Entendi que tinha que mudar. Mas isso eu já sabia há muito tempo. Resolvi mudar. Comecei com corridas curtas (900 metros) a cada 3 ou 4 vezes por semana, combinado com um pouco de caminhada e o que eu chamo de ‘exercícios de praça’ (abdominais, barras, flexões de braço, etc.).
No início de novembro, quando comecei a mudar, não mexi na alimentação. Apenas mudei em relação à atividade física, fazendo da forma como disse anteriormente. Nos primeiros dias, após correr os 900 metros, a sensação de fadiga era muita. Os abdominais eram feitos em 3 séries de 20 para parte superior e também para a parte inferior, e ao final quase que não conseguia respirar. As flexões de braço mal chegavam a 10 e mesmo desejando fazer 3 séries só conseguia 2 séries. Barra: vergonhosas 2,5 repetições. Isso mesmo: duas e meia. No final do mês de novembro imprimi minha dieta e fixei na parede da cozinha; bem de frente à mesa onde preparo e faço minhas refeições. Comecei a segui-la.
Estamos em dezembro. Sábado fui a uma festa de confraternização de final de ano. Não tomei refrigerante, pois a dieta proíbe, apenas água e um pouco de suco de uva. Na hora de comer, um pouco de arroz, muita salada e um pouco de carne. Ultrapassei na quantidade, mas só um pouco. Não comi o rondelli nem a sobremesa (sorvete com banana flambada). Na semana passada estava correndo 1.500 metros e num dia à noite corri 2.400 metros. Fiquei cansado, mas não exausto. Agora, os abdominais são 3 séries de 35 repetições, tanto superior quanto inferior, e consigo respirar bem quando termino de fazer. As flexões de braço faço 3 séries de 12 ou 14 repetições. Barra: 5 repetições, sendo que minha meta é chegar a 15 repetições.
Projeto ousado
No sábado chegou ao Brasil meus amigos André e Thaís. Estudam nos EUA e vieram passar férias aqui. No domingo à noite (12/12) saímos para fazer um lanche. Não vou falar a escolha de cardápio que os meus amigos e minha esposa fizeram, mas o meu foi: 2 espetinhos de frango (eram bem pequenos e caros) acompanhados de salada de tomate, farofa (aparentemente sem gordura) e mandioca cozida. Para tomar: água. Na conversa à mesa falei e expliquei ao André minhas recentes escolhas. Ele falou de um treino de corrida que há num site americano. Combinamos de pô-lo em prática. O dia de começar seria terça-feira, dia 14/12.
Terça-feira, 14/12, ontem. Encontrei o André e fomos à corrida, iniciando nosso programa de treinamento, o qual determinava que corrêssemos 4.830 metros. Saímos de carro e ‘montamos’ um percurso que, saindo da praça aqui perto de casa, indo até a pista de caminhada da Avenida Itália e regressando à praça, completaríamos assim a distância deste dia. Guardei o carro. Alongamos. Corremos. Fizemos o percurso em 33 minutos de corrida. Por 4 vezes diminuímos o ritmo por alguns segundos a fim de que meus batimentos cardíacos não extrapolassem 170 por minuto. Ao término, caminhei um pouco para ‘desacelerar’. Fiz as 5 barras. Fiz as flexões de braço. Alongamos. Enfim, completamos a carreira do dia de ontem.
Hoje, um novo desafio.